Categoria: Notícias


por Jáder vanderlei Muniz de Souza

            A leitura é basicamente um processo de representação. Como esse processo envolve o sentido da visão, ler é, na sua essência, olhar para uma coisa e ver outra. A leitura não se dá por acesso direto à realidade, mas por intermediação de outros elementos da realidade. Nessa triangulação da leitura o elemento intermediário funciona como um espelho; mostra um segmento do mundo que normalmente nada tem a ver com sua consistência física. Ler é, portanto, reconhecer o mundo através de espelhos. Como esses espelhos oferecem imagens fragmentadas do mundo, a verdadeira leitura só é possível quando se tem um conhecimento prévio desse mundo.

Embora a leitura, na concepção mais comum do termo, processa-se através da língua, também é possível a leitura através de sinais não-linguísticos. Pode-se ler tristeza nos olhos de alguém, a sorte não mão de uma pessoa ou o passado de um povo nas ruínas de uma cidade. Não se lê, portanto, apenas a palavra escrita mas também o próprio mundo que nos cerca.

O processo de triangulação, no entanto, é o mesmo. Ao fazermos a leitura sociológica de uma rua da cidade olhamos para as casas, o calçamento, as pessoas, mas vemos a realidade sociológica refletida por essa rua.

O segundo elemento da realidade não está em relação unívoca com o primeiro. Sendo o primeiro elemento um espelho, a visão a ser dada por esse espelho, depende da posição da pessoa em relação ao espelho. Diferentes posições refletem diferentes segmentos da realidade. Numa leitura do mundo, o objeto para o qual se olha funciona como um espelho. Se o objeto for, por exemplo, uma casa, vai oferecer tantas leituras quantas forem as posições de cada um dos observadores em relação à casa. O arquiteto fará uma leitura arquitetônica, o sociólogo uma leitura sociológica, o ladrão uma leitura estratégica, e assim por diante.

Sem triangulação não há leitura. Às vezes, no entanto, a triangulação não é possível. Quando o leitor diz “li mas não entendi”, ele ficou apenas no primeiro elemento da realidade; olhou mas não viu. Ouve tentativa de leitura mas não ouve leitura.

Entre o leitor e o que ele vê através da leitura pode haver mais de um espelho. Ocorre então que aquilo que é percebido é um reflexo do reflexo da realidade. Esse parece ser principalmente o caso da leitura de uma obra literária, que pode implicar não apenas reflexos de reflexos mas verdadeiro encadeamentos de reflexos. Na leitura de um poema, por exemplo, um determinado segmento da realidade (um dos possíveis significados do poema) pode ser refletido através de vários espelhos até chegar à percepção do leitor.

Primordialmente, na sua concepção mais geral e fundamental, ler é usar segmentos da realidade para chegar a outros segmentos. Dentro dessa acepção, tanto a palavra escrita como outros objetos podem ser lidos, desde que sirvam como elementos intermediários, indicadores de outros elementos. Esse processo de triangulação, de acesso indireto à realidade, é a condição básica para que o ato da leitura ocorra.

 

  • Perspectivas de leitura:

ü  Leitura como extração de significado do texto

Um dos axiomas da leitura é de que ler implica significado, sendo significado aquele segmento da realidade a que se chega através de um outro segmento. O significado pode estar em vários lugares, mas ao se usar o verbo extrair, põe-se o significado dentro do texto. Uma analogia que parece refletir adequadamente esta acepção de leitura é a de que o texto é uma mina, possivelmente com inúmeros corredores subterrâneos, cheia de riquezas, mas que precisa ser persistentemente explorada pelo leitor.

Essa leitura extração-de-significado está associada a idéia de que o texto tem um significado preciso, exato e completo, que o leitor-minerador pode obter através do esforço e da persistência. Como o texto contém o significado, esse texto precisa ser apreendido pelo leitor na sua íntegra. A leitura deve ser cuidadosa, com consulta ao dicionário sempre que uma palavra desconhecida for encontrada e anotação da palavra para revisões posteriores e enriquecimento do vocabulário. Frases de compreensão difícil devem ser lidas e relidas até que a compreensão fique clara.

A adivinhação de palavras novas pelo contexto deve ser evitada porque a leitura é um processo exato e a compreensão não comporta aproximações. O texto está cheio de armadilhas para o leitor impulsivo que não sabe parar e refletir diante dos vocábulos que só são semelhantes na aparência ou de figuras de linguagem que precisam ser reconhecidas para que se possa apreciar a beleza do texto. Tudo que o texto contém precisa ser detectado e analisado para que o seu verdadeiro significado possa ser extraído.

Erros de leitura oral são vistos como provas de deficiência em leitura. A leitura é um processo linear que se desenvolve palavra por palavra. O significado é extraído – vai-se acumulando – à medida em que essas palavras vão sendo processadas.

O aspecto visual da leitura – o papel dos olhos – é de extrema importância nesta acepção de leitura. O significado vai do texto ao leitor, através dos olhos. Nenhuma palavra é entendida antes de ser vista. O raciocínio do leitor é comandado pela informação que entra pelos olhos.

O leitor está subordinado ao texto, que é o pólo mais importante da leitura. Se o texto for rico, o leitor se enriquecerá com ele, aumentará seu conhecimento de tudo porque o texto é mundo. Se o texto for pobre, mina sem ouro, o leitor perderá seu tempo, porque nada há para extrair.

O leitor-minerador tem no entanto muito a ganhar, porque há uma riqueza incalculável nos livros tudo que ele de melhor produziu o pensamento humano está registrado na permanência da palavra escrita.

A compreensão é o resultado do ato da leitura. O valor da leitura só pode ser medido depois que a leitura terminou. A ênfase não está no processe da compreensão, na construção do significado, mas no produto final dessa compreensão.

A leitura é um processe ascendente. A compreensão sobe do texto ao leitor na medida exata em que o leitor vai avançando no texto. As letras vão formando palavras, as palavras frases e as frases parágrafos. O texto é processa do literalmente da esquerda para a direita e de cima para baixo.

A concepção da leitura como um processo de extração tem, no entanto, sérias limitações. O verbo extrair, em primeiro lugar, não reflete o que  realmente acontece na leitura. O leitor não extrai um conteúdo do texto, como se o texto fosse uma mina que se esvazia com a mineração. O conteúdo não se transfere do texto para o leitor, mas antes se reproduz no leitor, sem deixar de permanecer no texto. Conceptualmente, não teríamos portanto uma extração, mas uma cópia.

Na realidade, o texto não possui um conteúdo mas reflete-o como um espelho. Assim como não há qualquer identidade física entre o material de que é feito o espelho e o material que ele reflete, não existe também uma relação unívoca entre o texto e o conteúdo. Um mesmo texto pode refletir vários conteúdos, como vários textos podem também refletir um só conteúdo.

 

 

ü  Leitura com atribuição de significado ao texto

            A acepção de que ler é atribuir significado, põe a origem do significado não no texto mas no leitor. O mesmo texto pode provocar em cada leitor e mesmo em cada leitura uma visão diferente da realidade.

A visão da realidade provocada pela presença do texto depende da bagagem de experiências prévias que o leitor traz para a leitura. O texto não contém a realidade, reflete apenas segmentos da realidade, entremeados de inúmeras lacunas, que o leitor vai preenchendo com o conhecimento prévio que possui do mundo.

A qualidade do ato da leitura não é medida pela qualidade intrínseca do texto, mas pela qualidade da reação do leitor. A riqueza da leitura não está necessariamente nas grandes obras clássicas, mas na experiência do leitor ao processar o texto. O significado não está na mensagem do texto mas na série de acontecimentos que o texto desencadeia na mente do leitor.

Ler não implica necessariamente apreender a mensagem na sua íntegra. A leitura pode ser lenta e cuidadosa como rápida e superficial, com ou sem consulta ao dicionário. A adivinhação de palavras desconhecidas pelo contexto é incentivada. Ao encontrar uma frase de com preensão difícil, o leitor não deve parar e reler, mas ler adiante; provavelmente entendendo a frase ao chegar ao fim do parágrafo.

Erros de leitura oral são interpretados do ponto de vista qualitativo e considerados apenas como desvios. Não importa cometer muitos erros; o que imteressa é o tipo de erro cometido. Se no texto, por exemplo, estiver escrito “gatinho” e o leitor ler “bichinho” mantendo a coerência interpretativa, considera-se que a qualidade da leitura não é prejudicada.

A leitura não é interpretada como um procedimento linear, onde o significado é construído palavra por palavra, mas como um procedimento de levantamento de hipóteses. O que o leitor processa da página escrita é o mínimo necessário para confirmar ou rejeitar hipóteses.

Os olhos não vêem o que realmente está escrito na pagina, mas apenas determinadas informações pedidas pelo cérebro. A compreensão não começa pelo que esta na frente dos olhos, mas pelo que esta atrás deles. A palavra “nós”, por exemplo, poderá ser entendida como plural de “nó” ou como pronome pessoal, dependendo do que o cérebro mandou o olho buscar, baseado naturalmente no contexto em que se encontra a palavra.

A compreensão não é um produto final, acabado, mas um processo que se desenvolve no momento em que a leitura é realizada. A ênfase não está na dimensão espacial e permanente do texto mas no aspecto temporal e mutável do ato da leitura. O interesse do pesquisador ou do professor não está no produto final da leitura, na compreensão extraída do texto, mas principalmente em como se dá essa compreensão, que estratégias, que recursos, que voltas o leitor dá para atribuir um significado ao texto.

A leitura é um processo descendente; desce do leitor ao texto. A compreensão começa com o estabelecimento do tópico, sugerido no primeiro contato com o texto, ainda em termos gerais. Usando os traços mais salientes da pagina a ser lida – título, gráficos, ilustrações, nome do autor, etc. – o leitor levanta uma série de hipóteses e começa a testá-las, desde o nível do discurso até o nível grafofonêmico, passando pelos níveis sintático e lexicais.

A acepção da leitura como um ato de atribuição de significado também tem seus problemas. Teoricamente, parece haver um paradoxo quanto à quantidade de informação fornecida pelo texto, que pode ser a mais ou menos, mas dificilmente na quantidade certa.

Há informação a mais quando o texto parece oferecer mais do que o leitor precisa. Diz-se que o texto é redundante. Ler com eficiência neste caso é saber explorar a redundância do texto, processando apenas a informação necessária para confirmar ou rejeitar as hipóteses inicialmente levantadas.

Há informação a menos quando o texto é visto como uma seqüência de lacunas. Existe muito conhecimento comum entre o escritor e o leitor, e o escritor capitaliza em cima desse conhecimento no momento em que produz o texto, deixando muita coisa para ser preenchida pelo leitor. Ler é neste caso preencher essas lacunas deixadas pelo escritor.

Dentro dessa mesma concepção de leitura com atribuição de significado há portanto duas concepções antagônicas de texto. Há os que vêem o texto como uma fonte de redundâncias e os que o percebem cheio de lacunas. A cada uma dessas visões corresponde também uma visão diferente de leitura: um processo altamente seletivo quando a informação é redundante e extremamente construtivo quando a informação é truncada. Em ambos os casos o papel do leitor no entanto é mais ou menos o mesmo. Quer ele use apenas parte da informação fornecida pelo texto, quer ele preencha as lacunas deixadas pelo mesmo, a obtenção do significado se dá sempre por força de sua contribuição. Num caso o leitor contribui com aquilo que o texto não tem; no outro com aquilo que o texto já tem, preferindo no entanto usar sua contribuição pessoal em vez da informação redundante do texto.

O pressuposto de que o mesmo texto pode proporcionar uma leitura diferente em cada leitor e até de que o mesmo leitor não fará leituras idênticas de um mesmo texto, tem também levantado alguns problemas. Ainda que toda experiência com o texto que remete o leitor de algum modo a um determinado seguimento da realidade seja em principio limitar as possíveis interpretações de um determinado texto. Se alguém interpreta um poema satírico ao pé da letra, não deixa essencialmente de realizar um ato de leitura, de atribuir um significado ao texto, mas deixou de perceber que o que estava sendo refletido pelo texto não era a realidade, mas um reflexo do reflexo da realidade.

A ênfase na construção de sentido a partir do leitor pode exigir portanto que se defina o perfil desse leitor, em termos mais ou menos ideais. Nesse caso, pode executar o ato da leitura, o leitor precisa conhecer o jogo de espelhos que se interpõe entre ele e a realidade. Podemos dizer que o leitor precisa possuir, além da competência sintática, semântica e textual, uma competência específica da realidade histórico-social refletida pelo texto.

 

ü  Uma visão conciliatória

            Ao definirmos a leitura quer como um processo de extração de significado (ênfase no texto) quer como um processo de atribuição de significado (ênfase no leitor) encontramos, em ambos os casos, uma série de problemas mais ou menos intransponíveis. A complexidade do processo da leitura não permite que se fixe em apenas um de seus pólos, com exclusão do outro. Na verdade, não basta nem mesmo somar as contribuições do leitor e do texto. É preciso considerar também um terceiro elemento: o que acontece quando leitor e texto se encontram. Para compreender o ato da leitura temos que considerar então (a) o papel do leitor, (b) o papel do texto e (c) o processo de interação entre o leitor e o texto.

Para melhor explicar esse processo de interação entre leitor e texto, vamos fazer uma analogia entre o processo da leitura e uma reação química. Na leitura, como na química, para termos uma reação é necessário levar em conta não só os elementos envolvidos, mas também as condições necessárias para que a reação ocorra. O simples confronto do leitor com o texto não garante a eclosão de todos os acontecimentos que caracterizam o ato da leitura. A produção de uma nova substancia – no caso a compreensão – só ocorre se houver afinidade entre os elementos leitor e texto e se determinadas condições estiverem presentes.

O leitor precisa possuir, além das competências fundamentais para o ato da leitura, a intenção de ler. Essa intenção pode ser caracterizada como uma necessidade que precisa ser satisfeita, a busca de um equilíbrio interno ou a tentativa de colimação de um determinado objetivo em relação a um determinado texto.

Essa intencionalidade é característica exclusiva do ser humano. Uma maquina pode ser programada para resumir ou parafrasear um texto, detectar anomalias semânticas e até responder perguntas implícitas; seria difícil, no entanto, imaginar uma maquina que, espontaneamente, ficasse horas entretida com a leitura de um grande romance. A máquina não teria a intenção do lazer, como não teria intenção de obter informações da bolsa de valores ou de fazer uma leitura critica de um poema de Mallarmé.

Satisfeita essa condição básica de intencionalidade, inicia-se o processo complexo de interação entre o leito e o texto. A leitura é um processo feito de muitos processos, que ocorrem tanto simultânea como seqüencialmente; esses processos incluem desde habilidades de baixo nível, executadas de modo automático na leitura proficiente, até estratégias de alto nível, executadas de modo consciente.

O processo da leitura fluente pode ser representado por uma pirâmide, em cuja base estão as habilidades elementares, envolvendo subprocessos que ocorrem em grandes feixes, de modo rápido, simultâneo e abaixo do nível da consciência. Como esse processo ocorrem em feixes, fala-se, nesse nível de leitura, de um processamento em paralelo.

A leitura, mecanicamente, dá-se por fixações dos olhos em determinados segmentos do texto, que podem ser uma palavra ou um pequeno grupo de palavras. Ao que parece o leitor não processa a letra que compõem um determinado segmento de modo linear, da esquerda para a direita, mas de modo simultâneo. Também parece que as letras não são processadas integralmente, em todos os detalhes, mas apenas nos traços distintivos. O leito não tem na memória um molde para cada letra do alfabeto. Uma leitura feita pelo cotejo de cada letra com esse molde fixo seria extremamente complicada e ante econômica, já que seria necessário não um molde para cada letra do alfabeto, mas para cada tipo possível de letra (maiúscula, minúscula, negrito, itálico, todos os diferentes tipo usados em diferentes maquinas tipográficas e de escrever, sem falar nas diferentes caligrafias de cada pessoa).

ü  O leitor-aluno

Para realizar uma leitura profunda, atribuindo o máximo de sentido possível ao texto, é necessário possua não a intenção de ler, como outras habilidades, indispensáveis ao processo de relação com o texto. Ler não é apenas decodificar, mas pressupõe uma perfeita decodificação, além de capacidade de inferência, utilizando conhecimentos de mundo e toda sorte de conhecimentos prévios, na contextualização do tema abordado.

A boa formação de um leitor implica no desenvolvimento das habilidades citadas, ligadas incondicionalmente ao hábito da leitura, não apenas como atividade em sala de aula ou em tarefas relacionadas, mas como parte integrante do dia-a-dia do leitor-aluno. Entretanto a escola tem papel preponderante nesse aspecto, devendo contribuir para que esse hábito se desenvolva.

 

Fonte: http://www.unicaieiras.com.br/revista/artigos.html

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Mais fresco do que nunca.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 8,200 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 20 747s cheios.

 

Em 2010, escreveu 46 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 113 artigos. Fez upload de 5 imagens, ocupando um total de 1mb.

The busiest day of the year was 27 de setembro with 86 views. The most popular post that day was RESPOSTA À PERGUNTA: O QUE É ESCLARECIMENTO ?.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram google.com.br, pt-br.wordpress.com, thawneeoliveira.blogspot.com, search.conduit.com e forums.nvidia.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por modelo de dominio, modelo de domínio, o que é esclarecimento kant, programação cuda e conhecimento perigoso

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

RESPOSTA À PERGUNTA: O QUE É ESCLARECIMENTO ? maio, 2007
1 comentário

2

Modelo de Domínio novembro, 2008

3

CUDA: Módelo de Programação Paralela dezembro, 2008
7 comentários

4

O Segredo – Rhonda Byrne maio, 2007
6 comentários

5

A Escolástica maio, 2007

When High Performance Computing (HPC) is mentioned, one often envisions a large expensive mainframe built by a company like Cray, IBM, SGI, or Sun (now Oracle). These machines are highly parallel and employ a Symmetric Multi-Processing (SMP) design that provides global memory and process spaces. Delivering this level of performance has always been expensive due to the custom engineering required to integrate a large number of processors into a shared memory environment. Indeed, the added expense of large-scale SMP systems has pushed the market to use a “cluster approach,” where a large number of commodity server machines connected together are used as a single resource. It is well known that clusters are harder to manage and less efficient than SMP mainframe systems.

The cost of large-scale SMP systems has been an impediment to their widespread adoption, when compared to the cost of commodity server clusters. In this paper we will contrast current SMP and cluster designs in the context of HPC. We will also introduce a breakthrough technology from Numascale that allows commodity hardware to be combined into a cost-effective and scalable SMP system that delivers the best of both worlds – the low cost of a cluster and the efficiency of SMP.

Read the full article.

BM researchers revealed a previously unknown aspect of key physics inside Racetrack memory — a new technology design which stands to improve memory capabilities within mobile phones, laptop computers and business-class servers. This new class of memory could enable devices to store much more information – as much as a factor of 100 times greater – while using much less energy than today’s designs.

The Racetrack memory project — which started in IBM’s Research labs only six years ago — flips the current memory paradigm on its head. Instead of making computers seek out the data it needs – as is the case in traditional computing systems – IBM’s Racetrack memory automatically moves data to where it can be used, sliding magnetic bits back and forth along nanowire “racetracks.” This technique would allow electronic manufacturers to design a portable device capable of storing all the movies produced worldwide in a given year with room to spare.

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Advice to a Beginning Graduate Student or What is Research?
or
The 4 R’s of Graduate School:
Reading, Rithmetic, Research, and Writing

READING:
Books are not scrolls.
Scrolls must be read like the Torah from one end to the other.
Books are random access — a great innovation over scrolls.
Make use of this innovation! Do NOT feel obliged to read a book from beginning to end.
Permit yourself to open a book and start reading from anywhere.
In the case of mathematics or physics or anything especially hard, try to find something anything that you can understand.
Read what you can.
Write in the margins. (You know how useful that can be.)
Next time you come back to that book, you’ll be able to read more.
You can gradually learn extraordinarily hard things this way.

Consider writing what you read as you read it.
This is especially true if you’re intent on reading something hard.

I remember a professor of Mathematics at MIT, name of BERTRAM KOSTANT, who would keep his door open whenever he was in his office, and he would always be at his desk writing. Writing. Always writing.
Was he writing up his research? Maybe.
Writing up his ideas? Maybe.
I personally think he was reading, and writing what he was reading.
At least for me, writing what I read is one of the most enjoyable and profitable ways to learn hard material.

STUDYING:
You are all computer scientists.
You know what FINITE AUTOMATA can do.
You know what TURING MACHINES can do.
For example, Finite Automata can add but not multiply.
Turing Machines can compute any computable function.
Turing machines are incredibly more powerful than Finite Automata.
Yet the only difference between a FA and a TM is that
the TM, unlike the FA, has paper and pencil.
Think about it.
It tells you something about the power of writing.
Without writing, you are reduced to a finite automaton.
With writing you have the extraordinary power of a Turing machine.

THINKING:
CLAUDE SHANNON once told me that as a kid, he remembered being stuck on a jigsaw puzzle.
His brother, who was passing by, said to him:
“You know: I could tell you something.”
That’s all his brother said.
Yet that was enough hint to help Claude solve the puzzle.
The great thing about this hint… is that you can always give it to yourself !!!
I advise you, when you’re stuck on a hard problem, to imagine a little birdie or an older version of yourself whispering
“… I could tell you something…”

I once asked UMESH VAZIRANI how he was able, as an undergraduate at MIT, to take 6 courses each and every semester.
He said that he knew he didn’t have the time to work out his answers the hard way.
He had to find a shortcut.
You see, Umesh understood that problems often have short clever solutions.
There will come a time when you work on a problem long and hard but UNsuccessfully :(
And then you learn that someone else found a solution.
See this as the GREAT opportunity it is to learn something important.
Don’t let it pass you by.
Ask yourself: “How SHOULD I have been thinking to solve that problem?”
I have found that doing so is a powerful exercise.
Danny Sleator tells me that BOB FLOYD independently recommended exactly this exercise to his students.
He would lead them into asking themselves:
“How COULD I have led myself to that answer?”
Take the time to think it through.
It’s worth it.

There will come a time when you work on a problem long and hard and SUCCESSFULLY :)
And then you learn that someone else already published. :(
Hard as that may be for you to take, you must view this too as a great opportunity.
Don’t turn off. Read what got published.

You will be surprised how often the published paper turns out to be different in some significant way. Roughly
50% of the time, it is NOT at all the same as what you did.
25% of the time, it is the same but not as good.
25% of the time it is better.

This means that 50% of the time or more, you can still publish.

And what about the 25% time that what got published is better than your own?
In that case, you have a great opportunity to learn.
Ask yourself: “How SHOULD I have been thinking to solve the problem in this fine way?”

This is how I discovered, as a young engineer, that I should learn something enormously powerful called “Modern Algebra.”
It’s one reason I switched from Electrical Engineering as an undergraduate major to Mathematics as a Graduate major.
Of course, this was before there existed anything called Computer Science.
Still on THINKING…
The importance of PARADOX and CONTRADICTION.
When you can prove that a statement S is true, and you can prove that the same statement S is false, then you KNOW that that you’re on to something: Something is wrong somewhere.
Never underestimate the power of a contradiction.
It is one of our most potent sources of knowledge.

Examples include the Liar Paradox “This statement is false.” with its applications to Set Theory and our understanding of language.
There are the seeming paradoxes of countability and uncountability, In CS, there is the apparent paradox that leads to The Halting Problem.
Physics has lots of paradoxical material:
Quantum Theory. The Einstein-Rosen-Podulsky Paradox.
The relativistically speeding Twins.
The wave and particle nature of matter.

Here’s an ASIDE on my current work, also based on paradox:
I am personally interested in the Paradox of consciousness. Compare the following two views:
1. the view that the human is a MECHANISM, an automaton with substantial but finite internal memory, programmed like any computer to do whatever it does, and/or
2. the view that the human is a thoughtful observant creature with a God-like free will; that it is a CONSCIOUS ENTITY at the controls of a highly complex highly capable mechanism, choosing what to do from among options served up  by/from its vast unconscious below.

In my view, both these views are correct. How can that be?

In his “Life of Johnson,” James Boswell quotes Samuel Johnson as saying:
“All theory is against the freedom of the will; all experience is for it.”
Johnson was 18 years old when Newton (age 85) was buried.
Johnson knew that F=MA implied that humans are mechanisms.

“All theory is against the freedom of the will; all experience is for it.”

This ends my ASIDE.

Make a list for yourself of good ways to pursue a problem.
My own favorite is to try small examples. By comparison, DAVID GRIES’s favorite is to put himself in the middle of a (presumed) solution. An example is his coffee can problem:
Given a can of black and white coffee beans, do the following: Pull out two beans: if both are the same color, replace them with a white bean. If the two are different, replace them with a black bean. What color is the last bean?

Or try out the two methods on the Hershey Bar problem [Give an optimal algorithm to break an mxn Hershey bar into 1x1 pieces. At each step, you can choose a single rectangle of chocolate and crack it along one of its vertical or horizontal lines. A single crack counts one step. You are to make the fewest number of cracks]

Brains are muscles.
They grow strong with exercise.
And even if they’re strong, they grow weak without it.
In the months before Kasparov lost to Deep Blue,
his mother came after him.
She was worried that he wasn’t spending enough time exercising himself (on chess).
Her worries proved well-founded.

THE PhD: GETTING STARTED
I remember a great summer job I once had at IVIC (Instituto Venezolano de Investigaciones Cientificos).
A top neurophysiologist, name of Svaetichin, gave me a splendid problem… one that I unfortunately could not solve.
The problem was to find a way to focus light on a single cell of a goldfish retina so that the light would not spill over onto any of the adjacent cells. Svaetichin had tried making a pinhole in a sheet of black tin, and shining his light thru the hole. This worked for moderate size holes, but failed for really small holes, which caused the light to diverge, to form diffraction patterns.

Since Svaetichin couldn’t solve the problem, I decided I couldn’t. Or perhaps it’s that I thought his problem physically unsolvable. In retrospect, I should have taken out books on physics, especially optics, read as much as I could, talked to others and kept on talking to him. Svaetichin would have helped me if I had shown him I was reading thinking working.

Don’t expect your thesis advisor to give you a problem that he or she can answer. Of course, she might.
* She might give you a problem to which she already knows an answer.
* She might give you a problem that she thinks is answerable, but that she hasn’t actually answered.
* She might give you a problem that is deadly hard.
* If the problem she gives you is hard enough, I suggest you look for a NONSTANDARD answer.
More on this later after I get done cooking the thesis advisor.

Your thesis advisor may encourage you to work in an area that she feels completely comfortable in… in which case you can rely on her for sage advice and sound guidance. Or she may encourage you to work on something she knows little or nothing about, in which case it will be up to you to inform and teach her. In the latter case, you will have to learn all you can for yourself… You will have to learn from other faculty, from courses, from books, from journals. from peers.
Both kinds of advisors can work out for you.   I don’t know that one is necessarily better than the other. But you should know which you got.

Whatever you do, you got to like doing it…. You got to like it so much that you’re willing to think about it, work on it, long after everyone else has moved on.

THE PhD: DEEP IN THE MIDDLE OF IT.
There’s a wonderful quote from ANATOLE FRANCE:
“A University Student” — and this is especially true for a PhD Student — “should know something about everything and everything about something.”

You know the jokes about PhD’s…
A PhD knows more and more about less and less until he knows everything about nothing.

When working on a PhD, you must focus on a topic so narrow that you can understand it completely.
It will seem at first that you’re working on the proverbial needle, a tiny fragment of the world, a minute crystal, beautiful but in the scheme of things, microscopic.
Work with it. And the more you work with it, the more you penetrate it, the more you will come to see that your work, your subject, encompasses the world.
In time, you will come to see the world in your grain of sand.

To see a world in a grain of sand
Or a heaven in a wild flower,
Hold infinity in the palm of your hand
And eternity in an hour.
WILLIAM BLAKE (1757-1827)

This gorgeous quartet is followed by a large number of sometimes deep sometimes questionable aphorisms, which I see much like the occasionally grinding work of a PhD thesis.
There’s all kinds of research you can do.
There’s research to prove what you know to be true.
There’s research — maybe better called SEARCH — to figure out what is true.
Some of the best such search succeeds in DISPROVING
what you initially believed to most certainly be true.

For example, Sir Fred Hoyle is said to have coined the phrase “Big Bang” at a time when he was looking to disprove it.

For a relatively minor but personal example:
When I was working on the MEDIAN problem, my goal was to prove that any deterministic algorithm to find the MEDIAN of n integers must necessarily make roughly as many comparisons as it takes to sort n integers, i.e. n log n comparisons. I was shocked to discover that the median of n integers can be found with just O(n) comparisons.

When working on proving some statement S true, you should spend at least some time trying to prove it false.
Even if it’s true, trying to prove it false can give insight. And in any case, too often, our intuition is dead wrong.

There is yet another sense in which, when working on a hard problem, you may find that the answer is NOT what you expected. You may be looking for a YES or a NO; it may be something else.

Some years ago, JOHN HOPCROFT gave one of his PhD students the problem of deciding the Equivalence of Free Boolean Forms.
The specifics don’t matter.
The problem appeared as an open problem in Garey and Johnson.
The question was: Is the Equivalence problem NP-complete?
Or is it solvable in poly time?
Chandra, Wegman and I found a randomizing algorithm for this problelm. At the time this seemed to beg the question entirely. Only after writing it up did we really understand that we had given an efficient albeit randomizing algorithm to solve it, This shows, by the way, that the problem is not NP-complete if NP <> RP (Randomizing Poly-time), as seems likely.

Of course, this brings up the question whether P = NP.
The question of our time: Are NP-complete problems solvable in poly time?
Could anything I have said today be useful for so hard a problem as that?
Probably not. Nevertheless…
LEONID LEVIN believes as I do that whatever the answer to the P=NP? problem, it won’t be like anything you think it should be. And he has given some wonderful examples.
For one, he has given a FACTORING ALGORITHM that is proVably optimal, up to a multiplicative constant.
He proves that if his algorithm is exponential, then every algorithm for FACTORING is exponential.
Equivalently, if any algorithm for factoring is poly-time, then his algorithm is poly-time.
But we haven’t been able to tell the running time of his algorithm because, in a strong sense, it’s running time is unanalyzable.
Maybe as STEVEN RUDICH suggests, the P=NP? problem is undecidable in the standard formalization of Mathematics.

The point is that the answer may not lie where you expect it. Here’s a poem I wrote when I wondered at the fact that we must sometimes be dragged kicking and screaming in the right direction.
It’s a comparison to the blind spot in our eyes, which isn’t really blind but makes things up for us.
It questions whether there might not be other things in this world that our brains, our minds, by their very nature, make up for us:

Blind Spots mb 15-MAY-96

All men have Blind Spots in their eyes,
That manufacture visions of their vale.
And shape that void where light’s unregistered,
With bold-faced unrepentant tales.

What other blind spots shape our minds and thoughts?
What other tales do won’dring minds unfurl
To woo us unbeguiled we would believe
To strange and nonexistent worlds?

ABOUT WRITING:
Here is the one quote that I have found most helpful and wise:

“First have something to say, Second say it, Third stop when you have said it, and Finally give it an accurate title.”
JOHN SHAW BILLINGS [1838-1913]

MY ADVICE TO YOU:
Don’t expect your thesis advisor to read your thesis. Some thesis advisors can and do give good feedback, but not all.
Still, make sure that SOMEBODY reads your thesis…
I especially recommend that you ask your peers.

Here’s another piece of advice that I have often had to give myself, and I here give you…
When you send a paper off to be published, and it gets rejected…
Don’t be turned off by the mindless cretinous feedback
that you get to your well-thought-out beautifully-written work!
Be a MENSCH. Use the feedback to improve your paper!
Make it better. And send it back.
Finally, it is my most earnest wish that you should know something that is honestly amazingly true of you… That you are each of you UNIQUE and SPECIAL in some glorious way.

I wrote a poem to capture this, which I now use to end my sermon. It’s called “Fundamentals.”

FUNDAMENTALS
mb 05-JUN-96

Bird must soar. Skunk must stink.
Cat must prowl. Man must think.

What sets man apart from beast is his engine of
thought. His mind. His
BRAIN
makes him unique
and gives him his greatest pleasure.

But fundamental as is thought for human beings, there is stuff more basic still that underlies and DRIVES not only man
but all great beasts,

And that is nature’s call to each of us… to be special.
To be distinguished in some way. To be UNIQUE.
To BE something, to DO something, BETTER than everyone else.

Like the leather nosed chimpanzee, dragging noisy cans and branches, frightening peers into submission,

One does not have to be brilliant, a genius, to be special.
To do something better than anyone/everyone else.
To be UNMATCHED,
One has only to choose an END
any END
that MATTERS
that INSPIRES YOU
And then DO IT.

Autor: Manuel Blum

Recentemente navegando na internet descobri que a editora da universidade de Oxford (Oxford Press) mantém uma revista sobre computadores que teve a sua primeira edição (late in) em 1958 (!!!) e a revista ainda é ativa até hoje…

Outra coisa que eu não sabia era que o artigo do sir C.A.R Hoare onde é proposto o algoritmo QuickSort foi publicado nesta revista!!! wow!

Se achou interessante, veja mais em: The Computer Journal – The Computer JournalC.A.R. Hoare

Olá.

Esse foi o terceiro ano que participei da maratona de programação da ACM(SBC)/ICPC. Para quem não sabe, a maratona de programação [1] é uma competição onde equipes de três alunos, geralmente de graduação, se reunem durante 5 horas para competir qual equipe consegue resolver a maior quantidade de problemas neste período. A maratona de programação em muitos sentidos é similar as maratonas de matemática, física, etc…

A competição como um todo é dividida em várias etapas: regional (geralmente estados), continentes (em alguns casos) e a final mundial. Esse foi o terceiro ano que competi e pela terceira vez ficamos em segundo lugar na regional ;-(. Apesar da segunda colocação, consideramos (eu, meu time e o nosso coach – treinador) que é uma posição satisfatória devido uma série de dificuldades que temos para poder nos dedicar aos estudos para a maratona, tais como (todos os membros do time trabalham entre 4 e 8 horas, todos estamos fazendo trabalho de conclusão de curso, a maioria participa de iniciação cientifica). O nosso coach também se sacrifica muito para poder nos treinar, porquê como estudamos em uma universidade particular, se os treinamentos fossem uma disciplina então teriamos que pagar por ela, como o treinamento NÃO é uma disciplina nós não pagamos, mas em compensação nossos treinos acabam por ser em horários ‘malucos’ como sábados a noite…. Apesar de tudo, conseguimos ficar na classificação geral, na 33 colocação entre todos os times nacionais!!!

Aqui em Goiás a sede da regional é a Universidade federal de goiás [2], nesse ano três universidades competirão: PUC-GO, UFG e UNB. Totalizando 10 equipes. Uma equipe da UFG ficou em primeiro, uma equipe da PUC ficou em segundo e uma das 2 equipes da UNB ficou em terceiro lugar. Estamos na espectativa de que no ano que vem a final nacional da maratona seja realizada aqui em goiânia!!!

A final nacional deste ano foi realizada em Joinville – SC, e o placar final pode ser consultado nesta página [3].
Um abraço galera, Am am!

[1] http://maratona.ime.usp.br/

[2] http://www.inf.ufg.br/maratona/

[3] http://www.maratona.joinville.udesc.br/

Poscomp 2010

Ufa finalmente, passou o poscomp 2010.

Após 5 anos de curso, finalmente chegou o dia do tal poscomp… Essa foi a segunda vez que fiz a prova. A primeira foi em 2008, acertei 30 questões sendo que a média foi 24 e o désvio padrão 6. A segunda foi este ano, acertei 37 questões segundo o gabarito provisório. Eu achei que a prova desse ano estava mais difícil que a prova de 2008 mas por enquanto a médias ainda não estão disponíveis, apenas dia 18 de novembro. Acho que poderia ter acertado pelo menos umas 40 questões… mas tive a grande infelicidade de estar com uma terrível dor de cabeça no dia da prova… aff

Agora finger crossed para ver se consigo a vaga do mestrado. Atualmente estou tentando na USP, UNICAMP E UFRGS. Área de computação paralela, como já devem imaginar pelos assuntos do blog…

Um abraço surfers, e até +.

Os slides em [1] servem como um guia para os primeiros passos em CUDA (instalar driver/toolkit/sdk + primeiro programa + visual profiler).

Primeiros Passos em CUDA

Hello Fellas!

Após um amigo me pedir algumas sugestões de livros, lembrei-me do excelente livro de George Orwell “1984″, abaixo segue o link [1] para uma resenha que encontrei na Internet. Esse livro é simplismente excelente.

Algumas passagens da resenha:

““1984”, a magnífica obra de George Orwell, escrito em 1948, fala de um mundo dominado pelo socialismo totalitário – reflexo do período pós-guerra quando Orwell, se desiludindo cada vez mais com os rumos do “socialismo” de Stalin, escreveu o livro.”

“O objetivo da guerra, contudo, não é vencer o inimigo nem lutar por uma causa, mas manter o poder do grupo dominante.”

– O objetivo da guerra é também estimular o sentimento de nacionalidade. Fazendo com que as pessoas trabalhem sempre arduamente para ver o fim da guerra… e admirarem o big brother.

“A característica principal de “1984”, talvez seja o duplipensar, que consiste basicamente em se ter duas idéias contrárias, opostas, e aceitar ambas como verdade. Essa característica fica evidente quando se conhece os três lemas do Estado: Guerra é Paz; Liberdade é Escravidão; Ignorância é Força.”

“o Ministério da Verdade, onde trabalhava o protagonista da história Winston Smith, que tem o dever de manipular fraudulentamente as notícias, levando os cidadãos à crença somente do que lhes é permitido, mudando constantemente o passado para que o Grande Irmão estivesse sempre certo.”

“Para manter a população entorpecida e influenciada eram freqüentes os eventos com fachadas políticas e patrióticas. Os “Dois minutos do ódio” e as semanas especiais faziam as pessoas esquecerem suas vidas e amar apenas ao Grande Irmão.”

“m um mundo onde o Estado domina e nada é de ninguém, mas tudo é de todos, talvez, tudo que reste de privado seja alguns centímetros quadrados no cérebro.”

[]‘s JT.

[1] Resenha livro 1984 – George Orwell

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