Categoria: Curiosidades


Reading some ELF [1] and linux memory managing papers [2] I noticed the use of address 0×08048000 for the start of linear address but no one told why this address was chosen. Until now I didn’t find an reasonably explanation, below are some links about what I was reading and commenting about this misteriousssss number:

http://flint.cs.yale.edu/cs422/doc/ELF_Format.pdf

http://duartes.org/gustavo/blog/post/anatomy-of-a-program-in-memory

http://stackoverflow.com/questions/7187981/whats-the-memory-before-0×08048000-used-for-in-32-bit-machine

http://forum.osdev.org/viewtopic.php?f=13&t=24474

Olá.

Esse foi o terceiro ano que participei da maratona de programação da ACM(SBC)/ICPC. Para quem não sabe, a maratona de programação [1] é uma competição onde equipes de três alunos, geralmente de graduação, se reunem durante 5 horas para competir qual equipe consegue resolver a maior quantidade de problemas neste período. A maratona de programação em muitos sentidos é similar as maratonas de matemática, física, etc…

A competição como um todo é dividida em várias etapas: regional (geralmente estados), continentes (em alguns casos) e a final mundial. Esse foi o terceiro ano que competi e pela terceira vez ficamos em segundo lugar na regional ;-(. Apesar da segunda colocação, consideramos (eu, meu time e o nosso coach – treinador) que é uma posição satisfatória devido uma série de dificuldades que temos para poder nos dedicar aos estudos para a maratona, tais como (todos os membros do time trabalham entre 4 e 8 horas, todos estamos fazendo trabalho de conclusão de curso, a maioria participa de iniciação cientifica). O nosso coach também se sacrifica muito para poder nos treinar, porquê como estudamos em uma universidade particular, se os treinamentos fossem uma disciplina então teriamos que pagar por ela, como o treinamento NÃO é uma disciplina nós não pagamos, mas em compensação nossos treinos acabam por ser em horários ‘malucos’ como sábados a noite…. Apesar de tudo, conseguimos ficar na classificação geral, na 33 colocação entre todos os times nacionais!!!

Aqui em Goiás a sede da regional é a Universidade federal de goiás [2], nesse ano três universidades competirão: PUC-GO, UFG e UNB. Totalizando 10 equipes. Uma equipe da UFG ficou em primeiro, uma equipe da PUC ficou em segundo e uma das 2 equipes da UNB ficou em terceiro lugar. Estamos na espectativa de que no ano que vem a final nacional da maratona seja realizada aqui em goiânia!!!

A final nacional deste ano foi realizada em Joinville – SC, e o placar final pode ser consultado nesta página [3].
Um abraço galera, Am am!

[1] http://maratona.ime.usp.br/

[2] http://www.inf.ufg.br/maratona/

[3] http://www.maratona.joinville.udesc.br/

Hello fellas.

Recentemente um grupo de cientistas da universidade de San Diego venceu uma competição de ordenação de dados. Isso mesmo ordenação! Pelo que entendi na notícia existem diversas modalidades da competição. A novidade está no fato dos vencedores terem conseguido ordenar 1 terabyte em um minuto (novo recorde) e a segunda conquista: eles bateram o recorde de ‘taxa de ordenação’, onde ordenaram um conjunto de um trilhão de registros em 172 minutos e usando apenas um quarto dos recursos utilizado pelo antigo recordista!! ufa heavy duty!

Vale a pena dar uma lida Scientists break terabyte sorting barrier

[]‘s JT

Não meu amigo não são linguagens para religiosos…. bem na verdade são linguagens para os religiosos da computação rsrss ou pelo menos para nós Geeks de plantão ;-)

São IMHO incríveis!!! com poucos símbolos você pode criar programas, o intuito dessas linguagens é fazer experimentos com compiladores com elas é possível escrever compiladores com apenas alguns K’s de código.

A alguns rounds atrás eu estava participando do Google Code Jam e vi uma notícia na lista de discussão que teve UM participante que tinha resolvido um dos problemas utilizando a linguagem BrainFuck, a qual eu nunca tinha ouvido falar antes, então fui procurar na nossa mãe (wikipedia) e encontrei a relação de diversas linguagens esotéricas, segue abaixo um hello world em brainfuck ;-) e o link para diversas outras; espero que curtam ;-)

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>---------->+++>++++++++>+++++++
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Hello world em Linguagens esotéricas

Até a proxima!

Foto Ilustrativa de lua de SaturnoA lua Titã de Saturno possui reservas de hidrocarbonetos superiores a todas as de petróleo e gás natural conhecidas na Terra, segundo observações realizadas pela sonda Cassini, informcou hoje o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.
Segundo cientistas do Laboratório de Físicas Aplicadas da Universidade de Johns Hopkins, esses hidrocarbonetos caem do céu e formam grandes depósitos em forma de lagos e dunas.

“Titã esta coberta por material que contém carbono. É uma gigantesca fábrica de materiais orgânicos”, manifestou Ralph Lorenz, membro da equipe de cientistas que controla as operações do radar da Cassini no laboratório. “Estas enormes jazidas de carbono são uma importante janela para a geologia e a história meteorológica da lua Titã”, acrescentou.

A temperatura média em Titã é de -179ºC e, em vez de água, sua superfície está coberta por hidrocarbonetos na forma de metano e etano. Até agora, a Cassini realizou uma prospecção de 20% da superfície da lua Titã, e foram observados centenas de lagos e mares.

Segundo a Nasa, cada uma das várias dúzias desses corpos “líquidos” contém mais hidrocarbonetos que todas as reservas de gás e petróleo conhecidas na Terra. Além disso, suas dunas contêm um volume de materiais orgânicos centenas de vezes maior que as reservas de carvão da Terra.

“Estes cálculos se baseiam nas observações dos lagos das regiões polares setentrionais. Acreditamos que no sul podem ser similares”, assinalou Lorenz. A missão da Cassini é um projeto conjunto da Nasa, a Agência Espacial Européia e a Agência Espacial Italiana.

Fonte: Terra Notícias – Astronomia

Você já parou para pensar que o seu sucesso numa entrevista de emprego pode depender de alguns detalhes? Uns pequenos, outros nem tanto assim. Às vezes, os erros cometidos pelos candidatos a uma vaga de trabalho são inacreditáveis. Uma roupa mal escolhida, uma frase dita fora de hora… Para ajudar você a ser melhor sucedido nas próximas seleções, o Universia consultou diversos especialistas em recrutamento e seleção que falaram, afinal, o que põe tudo a perder quando você está frente a frente com o entrevistador. Confira os dez erros fatais na entrevista de emprego!

Clique aqui e leia a matéria na integra no site da Universia.

Paulo Antonio dos Santos

Servidor do Ministério Público do Estado do Paraná; acadêmico da Faculdade Estadual de Direito do Norte Pioneiro de Jacarezinho/PR (FUNDINOP) – Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP); campeão ribeirão-clarense de xadrez na categoria sub-20 em 2002 e 2004 e campeão geral em 2004; campeão regional de xadrez na categoria Adultos, em 2004, sendo vice-campeão geral no mesmo (torneio não oficial realizado pelo Clube Ribeirão-Clarense de Xadrez); campeão de xadrez na FUNDINOP em 2005 e 2007 e vice-campeão em 2006. E-mail: paulchess10@yahoo.com.br.

11 de Janeiro de 1886. Um grande público de espectadores se reunia no Cartier’s Room, Quinta Avenida, Nova York, para assistir à primeira partida do match Steinitz-Zukertort. Nascia o título de Campeão Mundial de Xadrez.

Wilhelm Steinitz, nono filho de uma pobre família residente na periferia de Praga (atual capital da República Tcheca, à época pertencente ao Império Austro-Húngaro), desistira de seus estudos de engenharia em Viena para se dedicar unicamente ao xadrez.

Já o polonês Johann Hermann Zukertort, “discípulo” do gênio das combinações Adolf Anderssen, era um verdadeiro intelectual, poliglota e dono de uma memória excepcional. Entretanto, tais qualidades não foram lhe foram suficientes para superar o método científico de seu oponente. Dessa forma, após 20 partidas disputadas nas cidades de Nova York, Saint Louis e Nova Orleans, Steinitz foi, oficialmente, o primeiro enxadrista a ser coroado como campeão do mundo.

Steinitz foi o detentor do título entre 1886 e 1894. Depois dele, foram campeões Emanuel Lasker, da Alemanha (1894-1921), o cubano José Raul Capablanca (1921-1927), e o soviético posteriormente naturalizado francês Alexander Alekhine (1927-1935).

Em 1935, eis a surpresa, vinda dos Países Baixos: o desafiante Max Euwe superou todas as expectativas e derrubou por terra o favoritismo de Alekhine, vencendo pelo apertado placar de +9=13-8.

Alekhine, alcoólatra inveterado, sentindo-se açoitado em seu brio, deixou a bebida para poder recobrar não só a boa saúde como também o nível de jogo. Dessa forma conseguiu retomar a coroa em 1937, mantendo o título até sua morte, em 1946.

Com a morte de Alekhine, entra em cena a Fédération Internationale des Échecs (FIDE), criada em Paris no ano de 1924.

Até então o poder da FIDE não era muito relevante, porque a União Soviética recusava-se a nela ingressar. A decisão quanto à data, ao lugar, aos participantes e à forma de disputa dos mundiais sempre dependeu quase que exclusivamente da disposição, do capricho, da boa vontade e do humor do detentor do título no momento. Em não poucas ocasiões os desafiantes não dispunham de condições financeiras para acatar as exigências do campeão. Lasker, por exemplo, não obstante tenha segurado o título por 27 longos anos, durante todo esse tampo aceitou colocá-lo em jogo apenas seis vezes! Grandes nomes do xadrez mundial à sua época foram privados da oportunidade de enfrentá-lo, como por exemplo, Richard Reti, Akiba Rubinstein, Aaron Nimzowitsch e Harry Pillsbury.

Tal situação perdurou até a morte de Alekhine. Com a vacância do título, a URSS viu a chance de colocar seus jogadores na disputa pelo mundial, ingressando na FIDE e fortalecendo-a.

A morte do atual campeão concedia a Euwe o direito de reivindicar o título. Entretanto, o erudito holandês surpreendeu novamente e deu à comunidade enxadrística uma mostra de seu habitual cavalheirismo, renunciando a tal prerrogativa e aceitando participar de um torneio organizado pela FIDE para a escolha do sucessor de Alekhine.

A partir daí a FIDE expurgou o arbítrio dos campeões e criou regras fixas para a disputa do título.

Outrossim, em 1948, foi realizado um match-torneio entre aqueles que eram considerados os cinco mais fortes jogadores do mundo: os soviéticos Mikhail Botvinnik, Vassily Smyslov e Paul Keres, o polonês naturalizado norte-americano Samuel Reshevsky (em ordem, nas fotos abaixo), e o próprio Max Euwe.

Com a vitória de Botvinnik iniciava-se o domínio da poderosíssima escola soviética, que nos forneceu, em nada menos que nove mundiais, não apenas os campeões, mas também os respectivos desafiantes (o primeiro jogador nos seguintes confrontos é o que consagrou-se campeão):

1951: Botvinnik-Bronstein;
1954: Botvinnik-Smyslov;
1957: Smyslov-Botvinnik;
1958: Botvinnik-Smyslov;
1960: Tal-Botvinnik;
1961: Botvinnik-Tal;
1963: Petrosian-Botvinnik;
1966: Petrosian-Spassky;
1969: Spassky-Petrosian.

Como se vê, Botvinnik perdeu a coroa duas vezes (em 1957 para Smyslov e em 1960 para Tal), mas em ambas as ocasiões conseguiu reconquistá-la no ano seguinte (1958 e 1961), pois naquela época existia o direito de revanche para o campeão que perdia o título. Em 1963, entretanto, a FIDE cancelou esse benefício. Assim, ao perder para Petrosian, Botvinnik afastou-se das competições para dedicar-se exclusivamente à sua escola de xadrez, responsável pela formação de uma geração de futuros campeões: Anatoly Karpov, Garry Kasparov e Vladimir Kramnik.

Depois de 24 anos, o monopólio da URSS chega ao fim em 1972, com o surgimento de um gênio chamado Robert James Fischer. Na gélida Reykjavik, capital da Islândia, após 21 partidas, o americano venceu a “Guerra Fria” do xadrez ao bater Spassky pelo placar de 12,5 a 8,5, naquele que ficou conhecido como “O match do século”.

Em 1975, ano de disputa de mais um Campeonato Mundial, Bobby Fischer desentendeu-se com a FIDE, inclusive rejeitando uma bolsa de cinco milhões de dólares (!), e recusou-se a defender o título ante o soviético Anatoly Karpov. Assim, a entidade máxima do xadrez, pressionada pela Federação Soviética, proclamou Karpov como novo campeão oficial, ao passo que Fischer afastou-se do cenário enxadrístico autoproclamando-se ainda dono da coroa.

Estava lançada a primeira semente da divisão do título de campeão mundial de xadrez…

Karpov, porém, apesar de ter se tornado campeão mundial sem ao menos derrotar o rei anterior, honrou o título, defendendo-o em duas ocasiões contra o ex-soviético residente na Suíça Viktor Kortschnoj.

Após ser o número 1 do mundo por uma década (de 1975 a 1985), Karpov conhece seu maior rival: Garry Kasparov.

Os dois titãs digladiaram-se em cinco ocasiões, sendo que na primeira delas, em 1984, o caos, lançado em 1975 com a dissidência de Bobby Fischer, teve a oportunidade de começar sua germinação.

Segundo a regra então vigente, seria vencedor o primeiro a ganhar seis partidas, independentemente do número de empates.

Nas nove primeiras rodadas se verificaram cinco empates e quatro vitórias do atual campeão. Karpov era exímio estrategista e seu estilo caracterizava-se pela espera do erro adversário. Adotando essa postura conseguiu liderar o match. Eis que Kasparov, até então agressivo, percebendo essa situação, mudou de atitude e começou a jogar como seu rival, passando a evitar correr riscos. Assim, as próximas dezessete rodadas do match terminaram empatadas!

Na 27ª partida Karpov obteve nova vitória e, após mais quatro empates, quando todos davam sua vitória como certa, Kasparov superou seu rival.

Teve início, então, uma nova e interminável seqüência de empates (14), sendo que Kasparov conseguiu vencer novamente, duas vezes.

Quarenta e oito jogos haviam ocorrido! Os aficionados estavam em êxtase e, quando as apostas começaram a se reverter a favor de Kasparov, o presidente da FIDE na época, o filipino Florêncio Campomanes, tomou a controvertida decisão de cancelar a disputa, sem atribuir a vitória a qualquer dos jogadores, alegando que eles já haviam extrapolado seus limites.

O Mestre e Árbitro Internacional Rubens Filguth traça os seguintes comentários acerca desse acontecimento:

“Em meio a críticas fervorosas, a comunidade enxadrística e a impressa internacional, em sua grande maioria, concluíram que, apesar de o placar do momento favorecer o campeão Karpov, este havia sido beneficiado com a decisão, pois já não reunia condições psicológicas para conter o desafiante Kasparov. Infelizmente esse é um dos muitos enigmas que permanecerão sem resolução nos anais da história do xadrez mundial.”[1]

A partir de então o relacionamento de Kasparov com a FIDE nunca mais foi o mesmo. Cremos que até hoje o mestre sinta profunda indignação pelo fato de a FIDE ter cancelado o match logo após ele ter conquistado duas vitórias seguidas.

Quando esteve no Brasil em 2004, Kasparov concedeu uma entrevista à revista VEJA, na qual deixou transparecer que o poder da URSS mais uma vez exerceu influência na história dos Campeonatos Mundiais de Xadrez, prejudicando-o:

“Veja – Como era ser um jovem campeão de xadrez na União Soviética, em plena Guerra Fria?
Kasparov – Certamente fui mais feliz do que os jovens da minha idade que viveram na velha União Soviética. A fama e o dinheiro me proporcionaram um artigo raro na época: a liberdade. Enquanto meus colegas ficavam restritos às prateleiras de produtos soviéticos, eu viajava pelo mundo e via filmes que conseguia no mercado negro. Sim, porque o sistema era hipócrita. Quem tinha dinheiro assistia em casa a filmes que jamais passariam no cinema comunista, como O Poderoso Chefão e Apocalypse Now. Fui privilegiado por ter acesso aos prazeres do Ocidente, embora o governo não gostasse de mim.
Veja – Por quê?
Kasparov – Nos bastidores, eu era visto como um alienígena. Primeiro, não gostavam da minha origem “pouco pura”: sou filho de pai judeu com mãe armênia. Depois, nunca me manifestei a favor do governo russo – eles sabiam, por exemplo, que eu jamais serviria no Exército. Por causa de coisas como essas, minha presença no pódio do xadrez soviético era incômoda para o regime. Eles teriam preferido dar o ouro a um sujeito como Anatoly Karpov, abertamente simpático ao comunismo e de quem roubei o título mundial.
Veja – O senhor chegou a ser prejudicado pelo regime?
Kasparov – Em 1984, Karpov ainda era o melhor do mundo quando disputamos um torneio em Moscou. No início, ele estava ganhando, mas bastou a situação começar a se inverter para a federação suspender o campeonato, alegando que estávamos intelectualmente exauridos, sem condição de continuar. Eu me senti prejudicado. Um ano depois, contudo, faturei o título mundial e o governo teve de se resignar com o fato. Como eu era campeão, eles eram forçados a me tratar como um animal sagrado, um troféu nacional.”[2]

Kasparov jogou novamente contra Karpov em 1985, com o placar zerado, conseguindo chegar ao topo do Olimpo após o score +5-3=16, e defendeu o título contra o mesmo em 1986, 1987 e 1990.

No ano de 1992, enfim, os problemas floresceram de vez.

Em primeiro lugar, depois de praticamente 20 anos de “exílio”, Bobby Fischer reapareceu no cenário mundial e concedeu um match-revanche a Spassky, o qual foi disputado em pleno território da ex-Iugoslávia, em meio à guerra que assolou o país (com isso, Fischer foi alvo de severas retaliações por parte do governo norte-americano, mas isso é assunto para uma outra história…).

O temperamental norte americano venceu por +10-5=15 e fez questão de ser tratado como campeão mundial, porque não considerava justo a FIDE ter retirado o título dele em 1975.

Ainda em 1992 Nigel Short venceu o ex-campeão Anatoly Karpov na semi-final do Torneio de Candidatos e, no ano seguinte, sagrou-se campeão ao derrotar Jan Timman, ganhando o direito de desafiar Garry Kasparov pelo título mundial.

No mesmo ano de 1993, porém, Garry Kasparov e Nigel Short acusaram a Federação Internacional de Xadrez (FIDE) de corrupção e falta de profissionalismo, rompendo com a entidade. Por esse motivo, e também por desentendimentos com relação a premiações e locais de jogos, a FIDE acabou por suspender os dois jogadores, que se uniram para fundar a Players Chess Association (PCA).

Com isso, Karpov e Timman disputaram o campeonato mundial pela FIDE (Karpov venceu por +5=14-2), e Kasparov e Short jogaram um match paralelo pela PCA (Kasparov venceu por +6=13-1).

Dessa forma, deste então, o xadrez teve três reis para uma única coroa.

Com relação a Fischer, o mundo do xadrez não levou a disputa de 1992 a sério, porque nem ele nem Spassky estavam em sua velha forma. No dizer de Rubens Filguth, “seu tempo já havia passado”.[3]

Em 1995, num match disputado no 107° andar de uma das hoje já inexistentes Torres Gêmeas do World Trade Center de Nova York, Kasparov enfrentou o indiano Wiswanathan Anand e manteve o título da PCA por +4=13-1. Em 1996, Karpov enfrentou o americano Gata Kamsky em Elista, capital da República da russa de Kalmykia, e manteve o título da FIDE por +9=6-3.

A PCA foi extinta por falta de patrocínio quando a Intel deixou de subvencionar a associação, e quando Kasparov enfrentou Vladimir Kramnik em 2000, em Londres, já era sob a tutela da empresa Braingames.

Depois de duas vitórias e treze empates, o também russo Kramnik surpreendeu a todos, retirando de Kasparov o título que este deteve por 15 anos.

Já pela FIDE, depois do match Karpov-Kamsky em 1996, tivemos os seguintes confrontos:

1998: Karpov-Anand (+4=2-2, sendo que o russo venceu no desempate);
1999: Khalifman-Akopian (+2=3-1);
2000: Anand-Shirov (+3=1-0);
2002: Ponomariov-Ivanchuk (+2=5-0);

Desde 2002 os líderes no mundo do xadrez vinham tentando reunificar o título. Em maio do referido ano, o GM Yasser Seirawan formulou o chamado “Acordo de Praga”, que pretendia coroar um campeão unificado antes de 2003.
Segundo o acordo, Ponomariov (campeão FIDE em 2002) deveria jogar com Kasparov (campeão FIDE à época da cisão e ex-campeão PCA), ao passo que Kramnik (atual campeão PCA) enfrentaria o húngaro Peter Leko. Kramnik e Leko chegaram a disputar um match em 2004 sendo que o russo manteve o título alternativo com um empate pelo placar de +2=10-2 (o empate garantia o título ao atual campeão).

Entretanto, o encontro marcado entre Ponomariov e Kasparov não chegou a se realizar porque o primeiro negou-se a assinar o contrato, por discordar em alguns pontos da disputa. Sugeriu-se, então que Kasparov enfrentasse o vencedor do mundial “oficial” de Trípoli (Líbia), que realizar-se-ia no mesmo ano de 2004. No referido torneio Kasimdzhanov venceu Adams (4,5×3,5), mas Kasparov, desanimado após tantas tentativas mal sucedidas, após disputar e vencer o torneio de Linares, em março de 2005, anunciou sua aposentadoria do xadrez. E o nobre jogo dos reis continuava a ter dois monarcas…

Em 2005, ano de realização de uma nova disputa do título, a FIDE fez uma tentativa unilateral de resolver a questão, convidando Kramnik e Kasparov para a disputa, que se daria, desta vez, em terras sul-americanas (San Luis, Argentina). Mas ambos declinaram, sendo substituídos por Judit Polgar e Peter Svidler.

O mundial teve como participantes, então, Topalov, Svidler, Anand, Morozevich, Leko, Kasimdzhanov, Adams e Judit Polgar. Após a vitória do búlgaro Veselin Topalov, que conquistou 10 dos 14 pontos possíveis, considerando que Kramnik e Kasparov desistiram de jogar, a FIDE deu por encerrada a questão, considerando o título reunificado.

Evidentemente, porém, que Kramnik não aceitaria tal situação (lembrando que Kasparov já tinha se aposentado do xadrez profissional).

Finalmente, após mais discussões, Topalov, campeão oficial da FIDE, e Kramnik, campeão “alternativo”, jogaram um match pela unificação do título.

Antes do embate histórico, disputado em Elista, Topalov era considerado favorito pelos especialistas, não obstante o placar dos confrontos diretos marcar dez vitórias a favor de Kramnik contra cinco do búlgaro, enquanto os restantes 24 encontros terminaram em empate.
Assim, entre os dias 21 de setembro e 13 de Outubro de 2006, com a igualdade no marcador após doze partidas com duas horas para os primeiros 40 movimentos e uma hora para os 20 seguintes, a decisão do match ficou para o tie-break, em partidas de 25 minutos, com acréscimo de 10 segundos por lance.

Depois de uma emocionante disputa nas três primeiras rodadas do desempate, Kramnik conseguiu a vitória na última partida, decidindo o tie-break pelo resultado de 2,5 a 1,5.

Destarte, o GM Vladimir Kramnik sagrou-se campeão mundial, unificando de vez a coroa e convertendo-se no sucessor daquele que é considerado por muitos o melhor enxadrista da história, Garry Kasparov.

O holandês Guert Gijssen, que dirigiu em 1987, em Sevilla, um dos históricos confrontos entre Garry Kasparov e Anatoly Karpov, foi o árbitro principal.
Vejamos as partidas do encontro.

Rodada 1 – 23/09/2006
Kramnik x Topalov
Abertura Catalã

1.d4 Cf6
2.c4 e6
3.Cf3 d5
4.g3 dxc4
5.Bg2 Bb4+
6.Bd2 a5
7.Dc2 Bxd2+
8.Dxd2 c6
9.a4 b5
10.axb5 cxb5
11.Dg5 0–0
12.Dxb5 Ba6
13.Da4 Db6
14.0–0 Dxb2
15.Cbd2 Bb5
16.Cxc4 Bxa4
17.Cxb2 Bb5
18.Ce5 Ta7
19.Bf3 Cbd7
20.Cec4 Tb8
21.Tfb1 g5
22.e3 g4
23.Bd1 Bc6
24.Tc1 Be4
25.Ca4 Tb4
26.Cd6 Bf3
27.Bxf3 gxf3
28.Cc8 Ta8
29.Ce7+ Rg7
30.Cc6 Tb3
31.Cc5 Tb5
32.h3 Cxc5
33.Txc5 Tb2
34.Tg5+ Rh6
35.Tgxa5 Txa5
36.Cxa5 Ce4
37.Tf1 Cd2
38.Tc1 Ce4
39.Tf1 f6
40.Cc6 Cd2
41.Td1 Ce4
42.Tf1 Rg6
43.Cd8 Tb6
44.Tc1 h5
45.Ta1 h4
46.gxh4 Rh5
47.Ta2 Rxh4
48.Rh2 Rh5
49.Tc2 Rh6
50.Ta2 Rg6
51.Tc2 Rf5
52.Ta2 Tb5
53.Cc6 Tb7
54.Ta5+ Rg6
55.Ta2 Rh5
56.d5 e5
57.Ta4 f5
58.Cxe5 Tb2
59.Cd3 Tb7
60.Td4 Tb6
61.d6 Cxd6
62.Rg3 Ce4+
63.Rxf3 Rg5
64.h4+ Rf6
65.Td5 Cc3
66.Td8 Tb1
67.Tf8+ Re6
68.Cf4+ Re5
69.Te8+ Rf6
70.Ch5+ Rg6
71.Cg3 Tb2
72.h5+ Rf7
73.Te5 Cd1
74.Ce2 Rf6
75.Td5
1–0

Rodada 2 – 24/09/2006
Topalov x Kramnik
Gâmbito da Dama Recusado – Defesa Eslava

1.d4 d5
2.c4 c6
3.Cc3 Cf6
4.Cf3 dxc4
5.a4 Bf5
6.e3 e6
7.Bxc4 Bb4
8.0–0 Cbd7
9.De2 Bg6
10.e4 0–0
11.Bd3 Bh5
12.e5 Cd5
13.Cxd5 cxd5
14.De3 Bg6
15.Cg5 Te8
16.f4 Bxd3
17.Dxd3 f5
18.Be3 Cf8
19.Rh1 Tc8
20.g4 Dd7
21.Tg1 Be7
22.Cf3 Tc4
23.Tg2 fxg4
24.Txg4 Txa4
25.Tag1 g6
26.h4 Tb4
27.h5 Db5
28.Dc2 Txb2
29.hxg6 h5
30.g7 hxg4
31.gxf8D+ Bxf8
32.Dg6+ Bg7
33.f5 Te7
34.f6 De2
35.Dxg4 Tf7
36.Tc1 Tc2
37.Txc2 Dd1+
38.Rg2 Dxc2+
39.Rg3 De4
40.Bf4 Df5
41.Dxf5 exf5
42.Bg5 a5
43.Rf4 a4
44.Rxf5 a3
45.Bc1 Bf8
46.e6 Tc7
47.Bxa3 Bxa3
48.Re5 Tc1
49.Cg5 Tf1
50.e7 Te1+
51.Rxd5 Bxe7
52.fxe7 Txe7
53.Rd6 Te1
54.d5 Rf8
55.Ce6+ Re8
56.Cc7+ Rd8
57.Ce6+ Rc8
58.Re7 Th1
59.Cg5 b5
60.d6 Td1
61.Ce6 b4
62.Cc5 Te1+
63.Rf6 Te3
0–1

Rodada 3 – 26/09/2006
Kramnik x Topalov
Abertura Catalã

1.d4 Cf6
2.c4 e6
3.Cf3 d5
4.g3 dxc4
5.Bg2 Cc6
6.Da4 Bd7
7.Dxc4 Ca5
8.Dd3 c5
9.0–0 Bc6
10.Cc3 cxd4
11.Cxd4 Bc5
12.Td1 Bxg2
13.Db5+ Cd7
14.Rxg2 a6
15.Dd3 Tc8
16.Bg5 Be7
17.Bxe7 Dxe7
18.Tac1 Cc4
19.Ca4 b5
20.b3 0–0
21.bxc4 bxa4
22.Cc6 Txc6
23.Dxd7 Dc5
24.Tc3 g6
25.Tb1 h5
26.Tb7 e5
27.e4 Tf6
28.Tc2 Da3
29.Dd1 Td6
30.Td2 Tfd8
31.Td5 Txd5
32.cxd5 Dxa2
33.Df3 Tf8
34.Dd3 a3
35.Tb3 f5
36.Dxa6 Dxb3
37.Dxg6+ Rh8
38.Dh6+ Rg8
½–½

Rodada 4 – 27/09/2006
Topalov x Kramnik
Gâmbito da Dama – Defesa Semi Eslava (Variante Merano)

1.d4 d5
2.c4 c6
3.Cc3 Cf6
4.e3 e6
5.Cf3 Cbd7
6.Bd3 dxc4
7.Bxc4 b5
8.Bd3 Bb7
9.a3 b4
10.Ce4 Cxe4
11.Bxe4 bxa3
12.0–0 Bd6
13.b3 Cf6
14.Cd2 Dc7
15.Bf3 Bxh2+
16.Rh1 Bd6
17.Cc4 Be7
18.Bxa3 0–0
19.Bxe7 Dxe7
20.Ta5 Tfd8
21.Rg1 c5
22.Txc5 Ce4
23.Bxe4 Bxe4
24.Dg4 Bd3
25.Ta1 Tac8
26.Taa5 Tb8
27.Dd1 Be4
28.Da1 Tb7
29.Cd2 Bg6
30.Dc3 h6
31.Ta6 Rh7
32.Cc4 Be4
33.f3 Bd5
34.Cd2 Tdb8
35.Dd3+ f5
36.Tc3 Dh4
37.Ta1 Dg3
38.Dc2 Tf7
39.Tf1 Dg6
40.Dd3 Dg3
41.Tfc1 Tfb7
42.Dc2 Dg5
43.Ta1 Df6
44.Dd3 Td7
45.Ta4 Tbd8
46.Tc5 Rg8
47.Cc4 Bxc4
48.Taxc4 f4
49.Tc6 fxe3
50.Dxe3 Txd4
51.Txe6 Dh4
52.Txd4 Dxd
53.Te8+ Rh7
54.Dxd4
½–½

Rodada 5 – 29/09/2006
Kramnik x Topalov
0-1 (W.O.)

Rodada 6 – 02/10/2006
Topalov x Kramnik
Gâmbito da Dama Recusado – Defesa Eslava

1.d4 d5
2.c4 c6
3.Cf3 Cf6
4.Cc3 dxc4
5.a4 Bf5
6.Ce5 e6
7.f3 c5
8.e4 Bg6
9.Be3 cxd4
10.Dxd4 Dxd4
11.Bxd4 Cfd7
12.Cxd7 Cxd7
13.Bxc4 a6
14.Re2 Tg8
15.Thd1 Tc8
16.b3 Bc5
17.a5 Re7
18.Ca4 Bb4
19.Cb6 Cxb6
20.Bxb6 f6
21.Td3 Tc6
22.h4 Tgc8
23.g4 Bc5
24.Tad1 Bxb6
25.Td7+ Rf8
26.axb6 Txb6
27.T1d6 Txd6
28.Txd6 Tc6
29.Txc6 bxc6
30.b4 e5
31.Bxa6
½–½

Rodada 7 – 04/10/2006
Topalov x Kramnik
Gâmbito da Dama Aceito

1.d4 d5
2.c4 c6
3.Cf3 Cf6
4.e3 e6
5.Bd3 dxc4
6.Bxc4 c5
7.0–0 a6
8.Bb3 cxd4
9.exd4 Cc6
10.Cc3 Be7
11.Te1 0–0
12.a4 Bd7
13.Ce5 Be8
14.Be3 Tc8
15.Tc1 Cb4
16.Df3 Bc6
17.Dh3 Bd5
18.Cxd5 Cbxd5
19.Tcd1 Tc7
20.Bg5 Dc8
21.Df3 Td8
22.h4 h6
23.Bc1 Bb4
24.Tf1 Bd6
25.g3 b6
26.De2 Ce7
27.Tfe1 Bxe5
28.dxe5 Txd1
29.Dxd1 Cfd5
30.Bd2 Tc5
31.Dg4 Cf5
32.De4 b5
33.h5 bxa4
34.Dxa4 Tb5
35.Tc1 Db7
36.Bc2 Cb6
37.Dg4 Txb2
38.Be4 Dd7
39.Be1 Cd5
40.Bd3 Cb4
41.Bf1 Cd3
42.Dd1 Cxe5
43.Dxd7 Cxd7
44.Tc8+ Rh7
45.Tc7 Tb1
46.Txd7 Txe1
47.Txf7 a5
48.Rg2 Rg8
49.Ta7 Te5
50.g4 Cd6
51.Bd3 Rf8
52.Bg6 Td5
53.f3 e5
54.Rf2 Td2+
55.Re1 Td5
56.Re2 Tb5
57.Td7 Td5
58.Ta7 Tb5
59.Bd3 Td5
60.Bg6 ½–½

Rodada 8 – 05/10/2006
Kramnik x Topalov
Gâmbito da Dama – Defesa Semi Eslava (Variante Merano)

1.d4 d5
2.c4 c6
3.Cf3 Cf6
4.Cc3 e6
5.e3 Cbd7
6.Bd3 dxc4
7.Bxc4 b5
8.Be2 Bb7
9.0–0 b4
10.Ca4 c5
11.dxc5 Cxc5
12.Bb5+ Ccd7
13.Ce5 Dc7
14.Dd4 Td8
15.Bd2 Da5
16.Bc6 Be7
17.Tfc1 Bxc6
18.Cxc6 Dxa4
19.Cxd8 Bxd8
20.Dxb4 Dxb4
21.Bxb4 Cd5
22.Bd6 f5
23.Tc8 C5b6
24.Tc6 Be7
25.Td1 Rf7
26.Tc7 Ta8
27.Tb7 Re8
28.Bxe7 Rxe7
29.Tc1 a5
30.Tc6 Cd5
31.h4 h6
32.a4 g5
33.hxg5 hxg5
34.Rf1 g4
35.Re2 C5f6
36.b3 Ce8
37.f3 g3
38.Tc1 Cef6
39.f4 Rd6
40.Rf3 Cd5
41.Rxg3 Cc5
42.Tg7 Tb8
43.Ta7 Tg8+
44.Rf3 Ce4
45.Ta6+ Re7
46.Txa5 Tg3+
47.Re2 Txe3+
48.Rf1 Txb3
49.Ta7+ Rf6
50.Ta8 Cxf4
51.Ta1 Tb2
52.a5 Tf2+
0–1

Rodada 9 – 07/10/2006
Topalov x Kramnik
Gâmbito da Dama Recusado – Defesa Eslava

1.d4 d5
2.c4 c6
3.Cf3 Cf6
4.e3 Bf5
5.Cc3 e6
6.Ch4 Bg6
7.Cxg6 hxg6
8.a3 Cbd7
9.g3 Be7
10.f4 dxc4
11.Bxc4 0–0
12.e4 b5
13.Be2 b4
14.axb4 Bxb4
15.Bf3 Db6
16.0–0 e5
17.Be3 Tad8
18.Ca4 Db8
19.Dc2 exf4
20.Bxf4 Db7
21.Tad1 Tfe8
22.Bg5 Be7
23.Rh1 Ch7
24.Be3 Bg5
25.Bg1 Chf8
26.h4 Be7
27.e5 Cb8
28.Cc3 Bb4
29.Dg2 Dc8
30.Tc1 Bxc3
31.bxc3 Ce6
32.Bg4 Dc7
33.Tcd1 Cd7
34.Da2 Cb6
35.Tf3 Cf8
36.Tdf1 Te7
37.Be3 Ch7
38.Txf7 Cd5
39.T7f3
1–0

Rodada 10 – 08/10/2006
Kramnik x Topalov
Abertura Catalã

1.d4 Cf6
2.c4 e6
3.Cf3 d5
4.g3 Bb4+
5.Bd2 Be7
6.Bg2 0–0
7.0–0 c6
8.Bf4 Cbd7
9.Dc2 a5
10.Td1 Ch5
11.Bc1 b5
12.cxd5 cxd5
13.e4 dxe4
14.Dxe4 Tb8
15.De2 Chf6
16.Bf4 Tb6
17.Ce5 Cd5
18.Bxd5 exd5
19.Cc3 Cf6
20.Cxb5 Ba6
21.a4 Ce4
22.Tdc1 De8
23.Tc7 Bd8
24.Ta7 f6
25.Cd7 Tf7
26.Cxb6 Txa7
27.Cxd5 Td7
28.Cdc3 Txd4
29.Te1 f5
30.Dc2 Tb4
31.Cd5 Txb5
32.axb5 Dxb5
33.Cc7 Dc4
34.Dd1 Bxc7
35.Dd7 h6
36.Dxc7 Db4
37.Db8+ Dxb8
38.Bxb8 Cd2
39.Ta1 g5
40.f4 Cb3
41.Ta3 Bc4
42.Bc7 g4
43.Bxa5
1–0

Rodada 11 – 10/10/2006
Topalov x Kramnik
Gâmbito da Dama Recusado – Defesa Eslava

1.d4 d5
2.c4 c6
3.Cf3 Cf6
4.e3 Bf5
5.Cc3 e6
6.Ch4 Bg6
7.Cxg6 hxg6
8.Tb1 Cbd7
9.c5 a5
10.a3 e5
11.b4 axb4
12.axb4 Dc7
13.f4 exf4
14.exf4 Be7
15.Be2 Cf8
16.0–0 Ce6
17.g3 Dd7
18.Dd3 Ce4
19.Cxe4 dxe4
20.Dxe4 Dxd4+
21.Dxd4 Cxd4
22.Bc4 0–0
23.Rg2 Ta4
24.Td1 Td8
25.Be3 Bf6
26.g4 Rf8
27.Bf2 Ce6
28.Txd8+ Bxd8
29.f5 gxf5
30.gxf5 Cf4+
31.Rf3 Ch5
32.Tb3 Bc7
33.h4 Cf6
34.Bd3 Cd7
35.Be4 Ce5+
36.Rg2 Ta2
37.Bb1 Td2
38.Rf1 Cg4
39.Bg1 Bh2
40.Re1 Td5
41.Bf2 Re7
42.h5 Cxf2
43.Rxf2 Rf6
44.Rf3 Td4
45.b5 Tc4
46.bxc6 bxc6
47.Tb6 Txc5
48.Be4 Rg5
49.Txc6 Ta5
50.Tb6 Ta3+
51.Rg2 Bc7
52.Tb7 Tc3
53.Rf2 Rxh5
54.Bd5 f6
55.Re2 Rg4
56.Be4 Rf4
57.Bd3 Tc5
58.Tb4+ Rg3
59.Tc4 Te5+
60.Te4 Ta5
61.Te3+ Rg2
62.Be4+ Rh2
63.Tb3 Ta2+
64.Rd3 Bf4
65.Rc4 Te2
66.Rd5
½–½

Rodada 12 – 12/10/2006
Kramnik x Topalov
Gâmbito da Dama Recusado – Defesa Eslava

1.d4 d5
2.c4 c6
3.Cf3 Cf6
4.e3 Bf5
5.Cc3 e6
6.Ch4 Bg6
7.Cxg6 hxg6
8.g3 Cbd7
9.Bd2 Bb4
10.Db3 Bxc3
11.Bxc3 Ce4
12.Bg2 Cxc3
13.Dxc3 f5
14.0–0 De7
15.cxd5 exd5
16.b4 Cf6
17.Tfc1 Ce4
18.Db2 0–0
19.b5 Tac8
20.bxc6 bxc6
21.De2 g5
22.Tab1 Dd7
23.Tc2 Tf6
24.Tbc1 g4
25.Tb2 Th6
26.Da6 Tc7
27.Tb8+ Rh7
28.Da3 Tb7
29.Df8 Txb8
30.Dxb8 Df7
31.Dc8 Dh5
32.Rf1 Cd2+
33.Re1 Cc4
34.Bf1 Tf6
35.Bxc4 dxc4
36.Txc4 Dxh2
37.Re2 Dh1
38.Tc5 Db1
39.Da6 Db2+
40.Rf1 Db1+
41.Re2 Db2+
42.Rf1 Th6
43.Dd3 g6
44.Db3 Th1+
45.Rg2 Th2+
46.Rxh2 Dxf2+
47.Rh1 Df1+
½–½

Rodada 1 dos Playoffs – 13/10/2006
Topalov x Kramnik
Gâmbito da Dama Recusado – Defesa Eslava

1.d4 d5
2.c4 c6
3.Cf3 Cf6
4.Cc3 dxc4
5.a4 Bf5
6.e3 e6
7.Bxc4 Bb4
8.0–0 Cbd7
9.De2 0–0
10.e4 Bg6
11.Bd3 Bh5
12.e5 Cd5
13.Cxd5 cxd5
14.De3 Te8
15.Ce1 Tc8
16.f4 Bxe1
17.Txe1 Bg6
18.Bf1 Tc2
19.b3 Da5
20.Bb5 Td8
21.Te2 Tcc8
22.Bd2 Db6
23.Tf2 a6
24.Bf1 Tc6
25.b4 Tc2
26.b5 a5
27.Bc3 Txf2
28.Dxf2 Da7
29.Dd2 Ta8
30.Tc1 Cb6
31.Bb2 Cxa4
32.Ba3 h6
33.h3 Be4
34.Rh2 Cb6
35.Bc5 a4
36.Ta1 Cc4
37.Bxc4 b6
38.De3 Tc8
39.Bf1 bxc5
40.dxc5 Dxc5
41.Dxc5 Txc5
42.b6 Tc6
43.b7 Tb6
44.Ba6 d4
45.Txa4 Bxb7
46.Bxb7 Txb7
47.Txd4
½–½

Rodada 2 dos Playoffs – 13/10/2006
Kramnik x Topalov
Gâmbito da Dama Recuado – Defesa Semi Eslava (Variantes anti-Merano)

1.d4 d5
2.c4 c6
3.Cf3 Cf6
4.Cc3 e6
5.e3 Cbd7
6.Dc2 Bd6
7.b3 0–0
8.Be2 b6
9.0–0 Bb7
10.Bb2 Te8
11.Tad1 De7
12.Tfe1 Tac8
13.Bd3 e5
14.e4 dxc4
15.Bxc4 b5
16.Bf1 g6
17.Dd2 Tcd8
18.Dg5 a6
19.h3 exd4
20.Cxd4 De5
21.Dxe5 Cxe5
22.Cc2 g5
23.Bc1 h6
24.Be3 c5
25.f3 Bf8
26.Bf2 Bc8
27.Ce3 Be6
28.Ced5 Bxd5
29.exd5 Ced7
30.Txe8 Txe8
31.a4 b4
32.Ce4 Cxe4
33.fxe4 Cf6
34.d6 Cxe4
35.d7 Td8
36.Bxa6 f5
37.a5 Bg7
38.Bc4+ Rf8
39.a6 Cxf2
40.Rxf2 Bd4+
41.Txd4 cxd4
42.a7 Re7
43.Bd5 Rxd7
44.a8D Txa8
45.Bxa8
1–0

Rodada 3 dos Playoffs – 13/10/2006
Topalov x Kramnik
Gâmbito da Dama Recusado – Defesa Eslava

1.d4 d5
2.c4 c6
3.Cf3 Cf6
4.e3 Bf5
5.Cc3 e6
6.Ch4 Bg6
7.Be2 Cbd7
8.0–0 Bd6
9.g3 dxc4
10.Bxc4 Cb6
11.Be2 0–0
12.Cxg6 hxg6
13.e4 e5
14.f4 exd4
15.Dxd4 De7
16.Rg2 Bc5
17.Dd3 Tad8
18.Dc2 Bd4
19.e5 Cfd5
20.Tf3 Cxc3
21.bxc3 Bc5
22.Bd2 Td7
23.Te1 Tfd8
24.Bd3 De6
25.Bc1 f5
26.De2 Rf8
27.Td1 De7
28.h4 Td5
29.Dc2 Cc4
30.Th1 Ca3
31.De2 Dd7
32.Td1 b5
33.g4 fxg4
34.Tg3 Re7
35.f5 gxf5
36.Bg5+ Re8
37.e6 Dd6
38.Bxf5 Txd1
39.Bg6+ Rf8
40.e7+ Dxe7
41.Bxe7+ Bxe7
42.Bd3 Ta1
43.Db2 Td1
44.De2 Ta1
45.Dxg4 Txa2+
46.Rh3 Bf6
47.De6 Td2
48.Bg6 T2d7
49.Tf3 b4
50.h5
1–0

Rodada 4 dos Playoffs – 13/10/2006
Kramnik x Topalov
Gâmbito da Dama – Defesa Semi Eslava (Variante Merano)

1.d4 d5
2.c4 c6
3.Cf3 Cf6
4.Cc3 e6
5.e3 Cbd7
6.Bd3 dxc4
7.Bxc4 b5
8.Be2 Bb7
9.0–0 Be7
10.e4 b4
11.e5 bxc3
12.exf6 Bxf6
13.bxc3 c5
14.dxc5 Cxc5
15.Bb5+ Rf8
16.Dxd8+ Txd8
17.Ba3 Tc8
18.Cd4 Be7
19.Tfd1 a6
20.Bf1 Ca4
21.Tab1 Be4
22.Tb3 Bxa3
23.Txa3 Cc5
24.Cb3 Re7
25.Td4 Bg6
26.c4 Tc6
27.Cxc5 Txc5
28.Txa6 Tb8
29.Td1 Tb2
30.Ta7+ Rf6
31.Ta1 Tf5
32.f3 Te5
33.Ta3 Tc2
34.Tb3 Ta5
35.a4 Re7
36.Tb5 Ta7
37.a5 Rd6
38.a6 Rc7
39.c5 Tc3
40.Taa5 Tc1
41.Tb3 Rc6
42.Tb6+ Rc7
43.Rf2 Tc2+
44.Re3 Txc5
45.Tb7+
1–0

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E ELETRÔNICAS

CHESS BASE
http://www.chessbase.com
http://www.chessbase.de
Megabase 2004
Fritz9 Database

CLUBE TORRE 21
http://www.torre21.com

COSTA JR., Luiz Roberto Guimarães da. A História do Campeonato Mundial de Xadrez (1886-2005). Disponível em <http://www.fcx.org.br/artigo2.htm>. Acesso em 06 de outubro de 2007.

FILGUTH, Rubens. Inteligência em confronto: campeonatos mundiais de xadrez. Porto Alegre: Artmed, 2006.

KASPAROV, Garry. Meus Grandes Predecessores: uma história moderna sobre o desenvolvimento do jogo de xadrez. Volume 1. Santana da Parnaíba: Solis, 2004.

ROGER PAIGE’S CHESS SITE
http://www.rogerpaige.me.uk

REVISTA VEJA
http://veja.abril.com.br

SCACCHI
http://scacchi.qnet.it

WIKIPÉDIA
http://pt.wikipedia.org
http://en.wikipedia.org

———————————
[1] FILGUTH, Rubens. Inteligência em confronto: campeonatos mundiais de xadrez. Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 19.

[2] Fonte: < http://veja.abril.com.br/250804/entrevista.html>.

[3] FILGUTH, op. cit., p. 20.

Paulo Antonio dos Santos
http://geocities.yahoo.com.br/cluberibeiraoclarensedexadrez

“Vejo que viajas constantemente. Quando estiveres só, quando se sentires um estrangeiro no mundo, joga xadrez. Este jogo erguerá teu espírito e será teu conselheiro de guerra”. (Aristóteles, filóso grego, em uma carta para seu discípulo Alexandre Magno)

Estão nas mangas
Dos Senhores Ministros
Nas capas
Dos Senhores Magistrados
Nas golas
Dos Senhores Deputados
Nos fundilhos
Dos Senhores Vereadores
Nas perucas
Dos Senhores Senadores…

Senhores! Senhores! Senhores!
Minha Senhora!
Senhores! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Corrupto! Ladrão! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Senhores! Corrupto! Ladrão!…

Sorrindo para a câmera
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras
Sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado!…

Estão nas mangas
Dos Senhores Ministros
Nas capas
Dos Senhores Magistrados
Nas golas
Dos Senhores Deputados
Nos fundilhos
Dos Senhores Vereadores
Nas perucas
Dos Senhores Senadores…

Senhores! Senhores! Senhores!
Minha Senhora!
Bandido! Corrupto
Senhores! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Corrupto! Ladrão! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Corrupto! Ladrão!…

-”Isso não prova nada
Sob pressão da opinião pública
É que não haveremos
De tomar nenhuma decisão
Vamos esperar que tudo caia
No esquecimento
Aí então!
Faça-se a justiça!”

Sorrindo para a câmera
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras
Sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado!…

-”Estamos preparando
Vossas acomodações
Excelência!”

Filha da Puta!
Bandido! Senhores!
Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta!
Bandido! Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta!
Bandido! Corrupto! Ladrão!
Filha da Puta!
Bandido! Corrupto! Ladrão!…

Quem Canta: Titãs
Composição: P. Miklos, T. Bellotto, C.Gavin

John Lennon

John Winston Lennon (MBE, Liverpool, 9 de Outubro de 1940 — Nova Iorque, 8 de Dezembro de 1980) foi um ícone do século XX, músico, cantor e compositor britânico. John Lennon fez parte do grupo de rock inglês The Beatles. Quando estava nos Beatles, durante os anos 60, John Lennon com Paul McCartney formou a dupla de compositores Lennon/McCartney. Dentre suas composições famosas junto aos Beatles estão “Help”, “Strawberry Fields Forever” e “Norwegian Wood” entre outras. Em carreira solo suas composições mais famosas são Imagine, “Woman” e “Happy Xmas” entre outras.

Lennon também ficou conhecido como o mais rebelde dos Beatles, polêmico em suas entrevistas e comportamento, tornou-se ativista em favor da paz….

Continue lendo: John Lennon – Wikipédia

Filho: Pai, porque é que tivemos que atacar o Iraque?

Pai: Porque eles tinham armas de destruição em massa, filho.

F: Mas os inspetores não encontraram nenhuma arma de destruição em massa.

P: Isso é porque os iraquianos as esconderam.

F: E porque é que nós invadimos o Iraque?

P: Bom, as invasões funcionam sempre melhor que as inspeções.

F: Mas depois de os termos invadido, ainda não encontramos nenhuma arma…

P: Isso é porque as armas estão muito bem escondidas. Mas haveremos de encontrar alguma coisa, provavelmente antes mesmo
das próximas eleições.

F: Para que é que o Iraque queria todas aquelas armas de destruição em massa?

P: Para as usar numa guerra, claro.

F: Estou confuso. Se eles tinham todas essas armas e planejavam usá-las numa guerra, então porque é que não usaram nenhuma
quando os atacamos?

P: Bem, obviamente não queriam que ninguém soubesse que eles tinham aquelas armas, por isso eles escolheram morrer aos
milhares em vez de se defenderem.

F: Isso não faz sentido. Porque é que eles haveriam de escolher morrer se tinham todas aquelas armas poderosas para lutar
contra nós?

P: É uma cultura diferente. Não é necessário fazer sentido.

F: Pai, não sei o que é que você acha, mas não me parece que eles tivessem quaisquer daquelas armas que o nosso governo
dizia que eles tinham.

P: Bem, não interessa se eles tinham ou não aquelas armas. De qualquer modo nós tínhamos outra boa razão para os invadir.

F: E qual era?

P: Mesmo que o Iraque não tivesse armas de destruição em massa, Saddam Hussein era um cruel ditador, o que é outra boa
razão para invadir um país.

F: Porquê? O que é que um ditador cruel faz para que seja correto invadir o seu país?

P: Bom, pelo menos uma coisa, ele torturava o seu próprio povo.

F: Assim como fazem na China?

P: Não compare a China com o Iraque. A China é um bom parceiro econômico, onde milhões de pessoas trabalham por salários
de miséria, em condições miseráveis, para tornar as empresas norte-americanas mais ricas.

F: Então, se um país deixa que o seu povo seja explorado para o lucro das empresas americanas, é um bom país, mesmo se esse
país tortura o povo?

P: Certo.

F: Porque é que o povo no Iraque era torturado?

P: Por crimes políticos, principalmente, como criticar o governo. As pessoas que criticavam o governo no Iraque eram presas
e torturadas.

F: Não é isso o que também acontece na China?

P: Já disse, a China é diferente.

F: Qual é a diferença entre a China e o Iraque?

P: Bom, ao menos por uma coisa: o Iraque era governado pelo partido Baas enquanto que a China é comunista.

F: Você não tinha dito uma vez que os comunistas eram maus?

P: Não, só os comunistas cubanos são maus.

F: Porque é que os comunistas cubanos são maus?

P: Porque as pessoas que criticam o governo em Cuba são presas e torturadas.

F: Como no Iraque?

P: Exatamente.

F: E como na China, também?

P: Já disse, a China é um bom parceiro econômico. Cuba, por outro lado, não é.

F: Porque é que Cuba não é um bom parceiro econômico?

P: No início dos anos 60, o nosso governo fez umas leis tornando ilegal o comércio com Cuba até que eles deixassem de ser
comunistas e começassem a ser capitalistas como nós.

F: Mas se nós acabássemos com essas leis, abríssemos o comércio com Cuba, e começássemos a fazer negócios com eles, isso
não ajudaria os cubanos a tornarem-se capitalistas?

P: Não se faça de esperto!

F: Eu acho que não sou.

P: Bom, de qualquer modo, também não há liberdade de religião em Cuba.

F: Assim como na China?

P: Já disse, deixa de falar mal da China. De qualquer maneira, Saddam Hussein chegou ao poder através de um golpe militar,
por isso ele não era realmente um líder legítimo.

F: O que é um golpe militar?

P: É quando um general toma o poder pela força, em vez de eleições livres como nós temos nos Estados Unidos.

F: O líder do Paquistão não chegou ao poder através de um golpe militar?

P: Aah, sim, foi; mas o Paquistão é nosso amigo.

F: Como é que o Paquistão é nosso amigo se o seu líder é ilegítimo?

P: Eu nunca disse que o general Pervez Musharraf era ilegítimo.

F: Mas você acabou de dizer que um general que chega ao poder pela força, derrubando o governo legítimo de uma nação, é um
líder ilegítimo!

P: Só Saddam Hussein. Pervez Musharraf é nosso amigo, porque ele nos ajudou a invadir o Afeganistão.

F: E porque é que nós invadimos o Afeganistão?

P: Por causa do que eles nos fizeram no 11 de setembro.

F: O que é que o Afeganistão nos fez no 11 de setembro?

P: Bem, em 11 de Setembro de 2001, dezenove homens, quinze dos quais da Arábia Saudita, desviaram quatro aviões e lançaram
três contra edifícios, matando mais de 3.000 norte-americanos

F: E onde é que o Afeganistão entra nisso tudo?

P: O Afeganistão foi onde esses homens maus foram treinados, sob o regime opressivo dos Talibãs.

F: Os Talibãs não são aqueles maus radicais islâmicos que cortam as cabeças e as mãos das pessoas?

P: Sim, são esses. Não só cortavam as cabeças e as mãos das pessoas,como também oprimiam as mulheres.

F: Mas o governo Bush não deu aos Talibãs mais de USD 40.000.000,00 em maio de 2001?

P: Sim, mas esse dinheiro foi uma recompensa porque eles fizeram um bom trabalho na luta contra as drogas.

F: Na luta contra as drogas?

P: Sim, os Talibãs ajudaram a impedir as pessoas de cultivarem papoulas de ópio.

F: Como é que eles fizeram tão bom trabalho?

P: É simples. Se as pessoas fossem apanhadas cultivando papoulas de ópio, os Talibãs cortavam-lhes as mãos e as cabeças.

F: Então, quando os Talibãs cortavam as cabeças e as mãos das pessoas que cultivavam flores, isso estava certo, mas não se
eles cortavam as cabeças e as mãos por outras razões?

P: Bom, nós achamos que é certo os radicais fundamentalistas islâmicos cortarem as mãos das pessoas por cultivarem flores,
mas achamos cruel que eles cortem as mãos das pessoas por roubarem pão.

F: Mas na Arábia Saudita eles também não cortam as mãos e as cabeças das pessoas?

P: Isso é diferente. O Afeganistão era governado por um patriarcado tirânico que oprimia as mulheres e as obrigava a usar
burqas sempre que elas estivessem em público, e as que não cumprissem tal ordem eram condenadas à morte por apedrejamento.

F: Mas as mulheres na Arábia Saudita não têm também que usar burqas em público?

P: Não, as mulheres sauditas simplesmente usam uma vestimenta islâmica tradicional.

F: Qual é a diferença?

P: A vestimenta islâmica tradicional usada pelas mulheres sauditas é uma roupa modesta, mas em moda, que cobre todo o corpo
da mulher,exceto os olhos e os dedos. A burqa das afegãs, por outro lado, é um instrumento maligno da opressão patriarcal
que cobre todo o corpo da mulher, exceto os olhos e os dedos.

F: Parece-me a mesma coisa com um nome diferente.

P: Você não vai querer comparar o Afeganistão com a Arábia Saudita. Os sauditas são nossos amigos.

F: Mas você não disse que 15 dos 19 piratas do ar do 11 de setembro eram da Arábia Saudita?

P: Sim, mas foram treinados no Afeganistão.

F: Quem é que os treinou?

P: Um homem chamado Osama Bin Laden.

F: Ele era do Afeganistão?

P: Aah , não, ele era também da Arábia Saudita. Mas era um homem mau,um homem muito mau.

F: Se bem me lembro, ele já tinha sido nosso amigo.

P: Só quando nós o ajudamos e aos mujahadin a repelir a invasão soviética do Afeganistão, nos anos 80.

F: Quem são os soviéticos? Não eram do Império do Mal, comunista, que Ronald Reagan falava?

P: Já não há soviéticos. A União Soviética acabou por volta de 1990,e agora eles têm eleições e capitalismo como nós. Agora
os chamamos de russos.

F: Então os soviéticos, quero dizer, os russos, agora são nossos amigos?

P: Mais ou menos. Eles foram nossos amigos durante uns anos, quando deixaram de ser soviéticos, mas depois decidiram não
nos apoiar na invasão do Iraque, por isso agora estamos aborrecidos com eles. Também estamos aborrecidos com os franceses e
com os alemães porque eles também não nos ajudaram a invadir o Iraque.

F: Então os franceses e os alemães também são maus?

P: Não completamente, mas suficientemente maus para termos mudado o nome das French Fries (batatas fritas) e das French
Toasts para Freedom Fries (batatas da liberdade) e Freedom Toasts.

F: O Iraque não foi um dos nossos amigos nos anos 80?

P: Sim, durante algum tempo.

F: Saddam Hussein não era então o líder do Iraque?

P: Sim, mas nessa altura ele estava em guerra contra o Irã, o que fazia dele nosso amigo.

F: Porque é que isso fez dele nosso amigo?

P: Porque naquela altura o Irã era nosso inimigo.

F: Isso não foi quando ele lançou gás contra os curdos?

P: Sim, mas como ele estava em guerra contra o Irã, nós fazíamos de conta que não víamos, para lhe mostrar que éramos seus
amigos.

F: Então, quem lutar contra um dos nossos inimigos torna-se automaticamente nosso amigo?

P: A maior parte das vezes sim.

F: E quando alguém luta contra um dos nossos amigos torna-se automaticamente nosso inimigo?

P: Às vezes isso é verdade. Porém, se as empresas americanas puderem lucrar vendendo armas para ambos os lados, ao mesmo
tempo, tanto melhor.

F: Porquê?

P: Porque a guerra é boa para a economia, o que significa que a guerra é boa para a América. Além disso, já que Deus está do
lado da América,quem se opõe à guerra é um ateu, anti-americano, comunista. Percebes agora porque é que atacamos o Iraque?

F: Acho que sim. Nós atacamos porque era a vontade de Deus, certo?

P: Sim.

F: Mas como é que nós sabíamos que Deus queria que atacássemos o Iraque?

P: Bem, Deus fala pessoalmente com George W. Bush e lhe diz o que fazer.

F: Então, basicamente, você está dizendo que atacamos o Iraque porque George W. Bush ouve vozes na cabeça?

P: Isso mesmo! Finalmente você percebeu como o mundo funciona. Agora fecha os olhos e dorme!

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